O Brasil venceu 8 campeonatos de pilotos de Fórmula 1 entre 1972 e 1991 e virou a segunda potência da categoria nesse quesito, pois nessa época só o Reino Unido tinha mais títulos vencidos por seus pilotos. Todavia, desde então, o sucesso fugiu às cores nacionais. Que futuro terá o Brasil na F1?

Sem piloto…

O esporte depende cada vez mais do dinheiro e menos do talento. Felipe Nasr fez tudo para pontuar para sua equipe Sauber, e conseguiu um excelente 9.º lugar e respetivos 2 pontos no GP cheio de chuva de Interlagos, no final da época. Ironicamente, essa pontuação terminou com sua carreira, pois a Sauber “recompensou-o” com o despedimento, e seu 9.º lugar provocou a falência da única equipe alternativa, a Manor, que perdeu o prêmio monetário do 10.º lugar do campeonato e faliu.

Sem transmissão na F1 TV…

A consequência lógica de não ter piloto é que a F1 deixou de ser importante para o mercado brasileiro. A Globo vem reduzindo a atenção que dá ao campeonato. Ao mesmo tempo, a F1 TV lançou seu novo serviço de streaming sem cobertura no Brasil, e sem qualquer previsão de lançamento.

…Sem Grande Prêmio?

Por enquanto, Interlagos segue com contrato, mas parece que ninguém mais quer esse negócio. As equipes de F1 são vítimas de tentativas de assalto, contratam seguranças privados para essa corrida e já olham a etapa brasileira como a “etapa terceiro-mundista” do circo. Enquanto isso, a prefeitura de São Paulo sonha com a privatização do espaço e a construção de novos condomínios, fazendo desaparecer o automobilismo enquanto atividade da zona.

Futuro: com pilotos e com novo autódromo

É preciso não desanimar. Primeiro, porque não faltam pilotos ligados às grandes equipes:

  • Sérgio Sette Câmara (Red Bull)
  • Enzo Fittipaldi e Gianluca Petecof (Ferrari)

Depois, porque o Rio de Janeiro tem projetos para construir um novo autódromo, em Deodoro. Quem sabe se o Brasil não será de novo uma força na Fórmula 1!