Em uma conferência de imprensa realizada no início de junho, Felipe Massa, falando na qualidade de presidente da Comissão Internacional de Karting da FIA, falou sobre sua visão do que deverá ser o futuro da modalidade. Apesar de muito se falar agora em eSports, o karting continuará sendo a grande “escola” do esporte e também uma inspiração para todos aqueles que se preocupam com a segurança rodoviária – é fato que os “pilotos de final de semana” das corridas são habitualmente mais conscientes, seguros e competentes dirigindo na estrada. Jean Todt, presidente da FIA e antigo “patrão” de Massa na equipe Ferrari da Fórmula 1, não teve dúvidas em escolher o brasileiro para esse cargo.

Simplificar

Massa falou que um de seus objetivos é simplificar e harmonizar a competição. Por todo o mundo se utilizam motores diferentes, classes diferentes e tudo constitui uma grande confusão; por exemplo, quem vai competir do Brasil para a Europa pode encontrar um “mundo” totalmente diferente. O piloto referiu que, durante sua carreira, nunca entendeu por que motivo precisaria o karting ser tão confuso de entender nesse aspeto, entre diferentes países, e vai agora trabalhar essa parte.

‘Acalmar’ os pais: é preciso crescer

Outro ponto referido por Massa é a necessidade de os pilotos passarem mais tempo se desenvolvendo. O sucesso incrível de Max Verstappen, pegando um Fórmula 1 aos 17 anos, vem pressionando pais e jovens pilotos a dar o salto do kart para as competições de fórmula mais rápido. Mas o brasileiro lembrou que é o karting que dá aos pilotos seus instintos naturais, que lhes serão úteis mais tarde; o caso de Verstappen é uma exceção.

De resto, há vários casos de outros pilotos que vêm dando esse salto e que não têm o sucesso pretendido e que, por esse motivo, são bem menos falados que o holandês da Red Bull.

Massa conciliará esse cargo com a participação na Fórmula E, correndo pela Venturi.