O presidente e CEO da Ferrari, Sergio Marchionne, de 66 anos, está abandonando seu cargo, conforme foi anunciado pela equipe e divulgado pela mídia internacional. A notícia está causando alguma agitação no esporte e certamente também nos torcedores da mítica equipe italiana, em uma altura que tudo parece estar dando certo para o “cavallino rampante” nas pistas.

Marchionne, além de líder da Ferrari, era presidente (Chairman) da Maserati e também CEO da Fiat Chrysler, o grupo que surgiu da aliança da Fiat com a americana Chrysler e que significou o salvamento da companhia americana. Por esse motivo, a notícia teve bastante destaque nos Estados Unidos.

A doença

Foi divulgado que Marchionne sofreu complicações depois de uma operação a seu ombro que deixaram sua saúde muito frágil. Não foram divulgados detalhes, mas é certo que, para um homem com a energia e vontade de trabalhar de Marchionne, a resignação terá sido realmente obrigatória.

Os sucessores

A Reuters anunciou que Mike Manley foi o escolhido para liderar a Fiat Chrysler. Segundo a Folha, John Elkann será o novo “chairman” da Ferrari, enquanto Louis Camilleri será o novo CEO e diretor de operações, diretamente responsável pela equipe de F1. A escolha de vários homens para as diversas posições mostra bem o perfil de “workaholic” de Sergio Marchionne, que acumulava todos esses cargos e sempre com grande sucesso em todos.

As reações

Zak Brown, diretor da equipe McLaren, reagiu declarando que provavelmente isso seria uma boa notícia para a Liberty Media, empresa detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1. A empresa americana pretende fazer mudanças profundas na organização do esporte, que já tinham levado Marchionne a ameaçar retirar a Ferrari da competição. E o fato é que, ao contrário do que é habitual, a Liberty Media não reagiu imediatamente à notícia do afastamento do italiano.

Os “tiffosi” esperam que isso não tenha influência imediata nas pistas. Mas, será que a gestão da equipe continuará bem sucedida nos próximos anos?