Mais de 30 anos depois, a Federação Internacional do Automobilismo criou um sistema internacional de competições de carros de fórmula tão simples como lógico. Durante anos, você tinha a Fórmula 1, a Fórmula 3 mas não tinha Fórmula 2. Além disso, tinha um monte de outras competições com nomes diversos que o público mal reconhecia como parte de um sistema único.

Por muito tempo foi Fórmula 3000, depois virou GP2 até que, finalmente, a competição passou a se chamar de Fórmula 2 em 2017. O objetivo expresso da FIA é criar um sistema internacional facilmente reconhecível pelo público. Assim, abaixo da Fórmula 2 (a única competição mundial da categoria), existem vários campeonatos continentais de Fórmula 3 (na Europa começa em 2019) e depois vários campeonatos nacionais de Fórmula 4, a primeira categoria para quem sai do karting.

A FIA também reforçou a importância de passar pelas várias categorias de acesso, exigindo participações e vitórias para os pilotos conseguirem pontos para suas Superlicenças de pilotagem na categoria máxima do esporte automóvel.

Charles Leclerc: um bom começo

Leclerc, o primeiro campeão da nova F2, venceu o campeonato com autoridade e encontrou uma vaga na Sauber. Não é certo se a vaga veio por seu talento ou por sua ligação à Ferrari; certamente por uma combinação de ambos. O certo é que Leclerc está fazendo uma época de estreia brilhante na F1.

O sucesso de Leclerc será suficiente?

Nos últimos anos, foram vários os exemplos de pilotos vencedores da GP2 que não encontraram sequer uma vaga na F1. Foram os casos de Davide Valsecchi (campeão 2012) e Fabio Leimer (2013). De qualquer forma, grande parte dos vencedores da GP2/F2 acaba pilotando na F1.

Mas em um esporte tão caro, em que Marcus Ericsson se arrasta há anos na Sauber e Lance Stroll tem tanto dinheiro que se fala em uma “promoção” para a Force India, será o novo formato da FIA suficiente para promover o verdadeiro talento?