O piloto inglês Lewis Hamilton foi o vencedor do Grande Prêmio da Alemanha, fazendo uma excelente corrida depois de largar da 14.ª posição. A prova foi um verdadeiro golpe de teatro, quando se adivinhava uma dobradinha Ferrari e o aumento da liderança de Sebastian Vettel no campeonato. No final, Vettel abandonou e Hamilton somou 25 pontos, estando agora com uma vantagem de 17 pontos sobre o ferrarista.

Prova marcada pela chuva e pelo erro de Sebastian Vettel…

A chuva tinha vindo na sexta-feira e voltou no domingo, na segunda parte da prova. Veio apenas uma garoa, suficiente para os carros começarem “dançando” nas travagens fortes mas insuficiente para levar a botar pneus intermédios. Alguns pilotos arriscaram colocar intermédios, principalmente Max Verstappen, mas rapidamente se percebeu que não era a melhor aposta e quem arriscou desse jeito voltou a trocar de novo para pneus “slick”; Verstappen chegou a ter um minuto de atraso para os pilotos da frente.

Contudo, a chuva continuou caindo um pouco, deixando o piso meio perigoso. Vettel perdeu a traseira de seu carro numa curva de baixa velocidade e só parou na barreira de segurança.

…e também pelas ordens de equipe

Primeiro, a Ferrari deu ordem a Kimi Raikkonen para deixar Vettel passar, quando os dois lideravam e alegando que estavam em estratégias diferentes e que Vettel estava destruindo seus pneus atrás do finlandês.

Depois, teve safety-car para retirar o carro de Vettel; na retomada, já com Hamilton e Bottas em 1.º e 2.º, o finlandês atacou forte seu colega mas sua equipe lhe ordenou para conservar sua posição.

Mérito para Hamilton, mas…

Na altura em que os pilotos da frente finalmente mudaram para pneus de chuva, Hamilton ‘desobedeceu’ a sua equipe e insistiu em se manter com “slicks”, fugindo da entrada dos boxes no último momento. Isso o deixou à frente de Bottas e Raikkonen.

Mas o fato é que, se Bottas tivesse autorização para lutar, o resultado poderia ser outro.